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Descidas que se "sobe" e Subidas que se "desce" por gravidade
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TOPIC: Descidas que se "sobe" e Subidas que se "desce" por gravidade

Descidas que se "sobe" e Subidas que se "desce" por gravidade 2 anos, 7 meses passados #12584

Tenho reparado que apesar do conhecimento científico, muitos misticismos continuam, pois esses conhecimentos não foram ainda bem divulgados e explicados ao público em geral.

O caso de hoje relata as situações em vários locais do planeta em que há subidas em que a gravidade obriga a descer e também descidas em que a gravidade obriga a subir. Muitos dizem que é apenas ilusão de óptica, mesmo até alguns cientistas. Nalguns casos pode ser, noutros pode não ser.

Primeiro é preciso conceitos prévios:
- Cota: é a altura de um ponto em relação a um plano horizontal de referência, geralmente o zero hidrográfico ou o nível médio do mar;
- Subida: um troço (relativamente plano) da superfície em que o ponto de partida encontra-se num nível de cota inferior ao do ponto de chegada;
- Descida: um troço (relativamente plano) da superfície em que o ponto de partida encontra-se num nível de cota superior ao do ponto de chegada;

O Planeta Terra não apresenta uma forma e constituição uniformes nem homogéneas como todos reparamos. E como devem calcular, é muito difícil conseguir uma exactidão de posicionamento às décimas de milímetro, qual é necessário trabalhar em Cartografia, Geodesia e Topografia. O primeiro problema prende-se logo pela definição do referencial.

Posto isto, vejam esta situação:


Existe também em Portugal, nomeadamente em Braga (Bom Jesus) e em Sintra, a caminho do Guincho, etc.

A reacção duma parte das pessoas é "um poder magnético", "um milagre" ou então "ilusão de óptica". Esta última hipótese é possível. No entanto, depois de se estudar, já se provou que não costuma ser ilusão.

Após isto, encontrei uma explicação de um físico da Universidade do Minho qual concluiu que é ilusão de óptica, no caso do de Braga: www.tsf.pt/blogs/fimdarua/archive/2009/0...da-do-bom-jesus.aspx

Neste caso, o conceituado físico está redondamente enganado. E o método que ele usou para o provar, não provam nada do que é pretendido. Apenas prova de que a direcção da gravidade é num determinado sentido, sem associar as cotas dos pontos, o qual é necessário para a definição de subida/descida.

Agora seguem-se conceitos adicionais (novos para muita gente):



- Campo Gravítico: é o campo vectorial que representa a atração gravitacional que um corpo massivo (isto é, um corpo caracterizado pelo atributo de massa) exerce sobre os outros corpos, sem especificar qual é o corpo que está sendo atraído. Isso é possível porque pela lei da gravitação universal, a força gravitacional sentida por um corpo é directamente proporcional à sua massa gravitacional - pt.wikipedia.org/wiki/Campo_grav%C3%ADtico ;

- Elipsóide - superfície matemática fictícia, sem qualquer realidade física, mais aproximada da forma da Terra;

- Superfície terrestre, superfície topográfica real da Terra ou simplesmente topografia;

- Geóide: superfície equipotencial do campo gravítico terrestre que mais se aproxima do nível médio das águas do mar - www.igeo.pt/perguntas.htm#3 , pt.wikipedia.org/wiki/Geoide



De um modo geral, o geóide não coincide com o elipsóide. A distância entre a superfície do Geóide e a do elipsóide de referência, designa-se por ondulação do geóide (N). A ondulação do geóide pode ser positiva ou negativa consoante o geóide se encontre acima ou abaixo do elipsóide.

Essa superfície do Geóide nem sempre acompanha de igual modo a topografia, pois o geóide está influenciado pela quantidade de massa, o qual dependerá do volume e da densidade dos materiais. A topografia é uma questão de forma e volume.
Quando isto acontece, dá-se o tal fenómeno deste tópico, ou seja, a gravidade tem uma direcção e a topogafia tem outro. A maioria dos troços que se conhecem têm pequenas dimensões, na ordem dos 100 metros.

Um exemplo é numa Câmara grande/bolsa de material menos denso que algumas rochas ou solo (água por exemplo), o qual apresenta um somatório de massa inferior relativamente à zona imediatamente a seguir, o que leva a que a gravidade tenha uma componente vectorial (direcção) no sentido da maior quantidade de massa.

Aplicando o teorema de Bruns T=N/G, onde G é o valor da gravidade sobre o elipsóide (gQ), obtém-se a chamada fórmula ou integral de Stokes. Esta é a fórmula mais importante da geodesia física, pois
permite determina directamente a ondulação do geóide a partir das anomalias da gravidade definidas sobre o geóide. Esta fórmula não é de fácil aplicação, já que a superfície terrestre não coincide com o geóide, e as anomalias da gravidade observadas não são definidos sobre o geóide.

Essas anomalias (em especial a de Bouguer) é a forma mais habitual de aplicação para prospecção prévia de, por exemplo, gás natural, petróleo, materiais densos como o ouro, etc.

Vou tentando melhorar este tópico de difícil explicação, pois necessita de muitos novos conceitos, ainda por cima quase não há artigos sobre estes assuntos. Mas deixo os que consegui para quem quiser saber mais:

http://webpages.fc.ul.pt/~cmantunes/oth_info.html
idl.ul.pt/sites/idl.ul.pt/files/docs/fun...ntos_geofisica_0.pdf (o melhor e dos únicos livros/sebenta em português sobre Geofísica)
http://webpages.fc.ul.pt/~cmantunes/Geodesia/IG18-Geoide.pdf


Por curiosidade, deixo este link de como se pode "produzir" o efeito gravidade: www.xr.pro.br/fc/GRAVIDADE.HTML
Basicamente ou por força centrífuga, força de inércia ou de hipermassa (lol). Agora será que há os Gravitões?
Última Edição: 2 anos, 7 meses passados Por omidark. Motivo: actualização do tópico

Re: Descidas que se sobe e Subidas que se desce 2 anos, 7 meses passados #12585

Excelente

JohnnyC anda cá ver isto!! Este tema é excelente como adição para a palestra do pensamento crítico!

Obrigado pelos exclarecimentos Nuno, acho que devias pegar no prezi e espetar lá uma explicação derivada de tudo isto o que sabes! Poderás dar aulas sobre isto meu


Aqui vai um adensar da trama (da gravidade)

A força da gravidade pertence supostamente a um conjunto de quatro forças do Universo:


Força Nuclear Forte - mantém nucleos de átomos coesos (visível em fusão nuclear e bombas termonucleares)
Força Nuclear Fraca - faz com que haja decaimento radioactivo (visível em fissão nuclear e bombas atómicas)
Força Electromagnética (visível em TODAS as reacções químicas, TODOS os fenómenos eléctricos, TODOS os fenómenos magnéticos)
Força Gravítica (visível quando tropeças e dás contigo no chão, quando levas com uma maçã na cabeça ou quando vês o sol a "andar" desde o nascente até ao poente)


Ora bem, as 3 primeiras inserem-se muito bem umas com as outras em termos matemáticos e conseguimos fazer sentido de um possível princípio unificador para essas 3.

MAS NÃO CONSEGUÍMOS até agora inserir a Força Gravítica nas equações!

Se isso tivesse sido conseguido, podiamos ter já uma teoria de Tudo (Theory of Everything), explicando tudo em termos de movimento, tempo, massa, energia e interacções entre partículas...


Eu uma vez já me pus a pensar se a força da gravidade não pudesse ser simplesmente forças de Van der Waals entre objectos à escala macro (as forças de Van der Waals são interacções electromagnéticas fracas entre objectos sem carga mas com um campo electromagnético maleável).

Ora, até hoje nunca foi detectado o campo electromagnético responsável pela gravidade dos objectos, nem tão pouco as míticas partículas gravitacionais, os gravitões (gravitons).

Resta saber se é pela falta de tecnologia de detecção ou se ainda não pensámos correctamente com os dados que já temos.



Abraços a todos!!!
Todos PERDEMOS quando alguém: pensa em termos de bem e mal, certo e errado, pecado e virtude, apropriado e não apropriado; faz juízos de valor a si ou aos outros; projecta as suas necessidades para cima de outrem; culpa outrem dos seus sentimentos; tenta consertar ou mudar outra pessoa; faz exigências a si ou a outrem; aceita dar por coerção, exigência, sentimento de culpa, medo, vergonha ou obrigação; joga o jogo de "Quem Tem Razão."

Todos GANHAMOS quando: distinguimos entre necessidades e estratégias, entre pedidos e exigências, entre aquilo que se diz ou faz e o que está por trás, entre "Por Favor" e "Obrigado";" estamos atentos às nossas necessidades e às dos outros através da empatia; fazemos apenas pedidos a outrem ou a nós próprios; aceitamos dar por gosto e iniciativa própria; Jogamos o jogo de "Vamos Tornar a Vida Mais Maravilhosa para Todos."
Última Edição: 2 anos, 7 meses passados Por rogeriopfm.
Os seguintes utilizadores Agradeceram: GREEN PLANET

Re: Descidas que se sobe e Subidas que se desce 2 anos, 7 meses passados #12589

Rogério, não é só o Nuno que tem que dar umas aulas sobre isto, é qualquer um que tenha percebido o que ele escreveu que tem obrigação de explicar aos que não entenderam. Eu creio que percebi, por isso quem tiver dúvidas pode vir falar comigo também!

Muito bom tópico, este. Ontem ouvi num filme a seguinte citação: "O cérebro de um tolo resume a filosofia como tolice, a ciência como superstição e a arte como pedantismo. Daí a necessidade da educação universitária."

("A fool's brain digests philosophy into folly, science into superstition, and art into pedantry. Hence University education." - George Bernard Shaw)

Este tópico está a percorrer o caminho inverso (da superstição à ciência), sendo por isso o contrário de tolo, isto é, inteligente, sábio, ponderado. Força aí Nuno, continua!
Última Edição: 2 anos, 7 meses passados Por fardilha.

Re: Descidas que se sobe e Subidas que se desce 2 anos, 7 meses passados #12590

Já agora, uma adenda: Rogério, o tal campo magnético responsável pela gravidade é o que os físicos chamam "ondas gravitacionais" e que andam a procurar desde que o Einstein as teorizou na década de 1930, não? Eu não percebo nada do assunto, mas vi uma palestra no ano passado sobre estas "gravitational waves", que supostamente são emitidas por qualquer objecto que tenha massa (por exemplo, o Sol, a Terra, tu, eu e uma pedra da calçada) e se propagam pelo espaço e não pela matéria (isto é, ao contrário das ondas sonoras, estas ondas gravitacionais propagam-se no vácuo). Sendo assim, este tipo de ondas nunca deixa de "ressoar" e assim que estas ondas puderem ser "ouvidas", será possível detectar até as ondas gravitacionais provocadas pela explosão que deu início ao nosso Universo. "Ouvir o eco do Big Bang", assim se chamava a palestra que eu vi.

Simplesmente, a tarefa de detectar este tipo de ondas é hercúlea porque elas são muito, muito, mas mesmo muito fracas. Supostamente elas manifestam-se como uma distorção do espaço, da mesma maneira que as ondas sonoras se manifestam como uma "distorção da matéria". Quando o espaço entre Lisboa e Porto é atravessado pelas ondas gravitacionais da Terra, aumenta e diminui de tamanho alternadamente. Só que esta variação dos habituais 300km é da ordem das milésimas de milésimas de milésimas de milímetros, e por isso não é necessário refazer a A1 e a A8 de cada vez que passa uma delas. Também por isso é que elas são tão complicadas de detectar. Este ano a Agência Espacial Europeia vai pôr vários satélites em órbita da Terra para esse propósito...

en.wikipedia.org/wiki/Gravitational_wave
Última Edição: 2 anos, 7 meses passados Por fardilha.

Re: Descidas que se "sobe" e Subidas que se "desce" por gravidade 2 anos, 4 meses passados #13524

Boas, um bom tema!
Relativamente a Braga, só é magia para quem acredita que está a subir uma descida.
Basta uma régua com um nível, para rapidamente ver um facto que é a inclinaçao dessa estrada.
Poderá sim tornar-se uma ilusao de optica se considerarmos duas estradas que estao paralelas e com diferentes graus de inclinaçao. Duas descidas,mas uma bem mais acentuada,faz parecer que a outra está a subir. Só isso.
Além disso essa estrada tem a particularidade de ser algo côncava, liga-se com a outra estrada com uma inclinaçao negatiga e a 30/50metros anula-se e começa entao a subir até que aí nenhum veiculo avança mais,porque se fosse real iam todos de motor desligado até ás capelinhas mesmo,hihi.Onde todos param é na verdade o que na perspectiva inicial é o final da subida.



Cumps

Re: Descidas que se "sobe" e Subidas que se "desce" por gravidade 2 anos, 4 meses passados #13529

Rguima, pela tua intervenção parece-me que não leste com atenção ou não percebeste a minha explicação inicial.

Há que perceber principalmente que um nível APENAS dá o sentido da gravidade e não o sentido da superfície terrestre. Por vezes esses não coincidem, se considerarmos o referencial elipsoidal da Terra ou mesmo outros à volta.

A ideia "isto é ilusão de óptica" até pode ser verdade, mas não pela razão que disseste. Basta considerar outro referencial.

Por último, quero acrescentar uma ideia importante: por causa destas situações, a comunidade geodésica e geofísica considera o Geóide como referencial principal. O que leva a que por vezes estejamos a aumentar a altura relativamente ao elipsóide (o referencial que usamos normalmente, e também o GPS e afins), mas na afinal estamos a descer no outro referencial, o que é oficialmente considerado. Nessas situações, terá de haver ajustes. Vejam as figuras do post inicial para melhor perceberem.

Eu não estou a dar a minha opinião, mas sim os factos científicos que aprendemos vezes sem conta no meu curso, que é muito particular.

Abraços

Re: Descidas que se sobe e Subidas que se desce 2 anos, 4 meses passados #13535

rogeriopfm Escreveu:

Ora bem, as 3 primeiras inserem-se muito bem umas com as outras em termos matemáticos e conseguimos fazer sentido de um possível princípio unificador para essas 3.

MAS NÃO CONSEGUÍMOS até agora inserir a Força Gravítica nas equações!

Se isso tivesse sido conseguido, podiamos ter já uma teoria de Tudo (Theory of Everything), explicando tudo em termos de movimento, tempo, massa, energia e interacções entre partículas...

Ora, até hoje nunca foi detectado o campo electromagnético responsável pela gravidade dos objectos, nem tão pouco as míticas partículas gravitacionais, os gravitões (gravitons).

Resta saber se é pela falta de tecnologia de detecção ou se ainda não pensámos correctamente com os dados que já temos.


Existe sim o principio unificador das 4 forças, a gravidade é a ultima a juntar-se ás outras três, quando atinge o 3º nível energético unificador.

Teoria de Tudo, ou Teoria das Supercordas, tens aqui:
www.zeitgeistportugal.org/capitulo/index...d=2888&Itemid=56

Até hoje não foram detectados nem ondas gravitacionais nem gravitões. Existem 2 locais onde se está a tentar detectar, um deles é o LIGO, laser interferometer gravitational observatory. Para se detectar o efeito das ondas gravitacionais o mecanismo tem de detectar uma contracção do espaço, cerca de 0.000000000000000000001 metros, 10^-20. Penso que era isso. È bastante complicado! Acho que o problema é com a tecnologia, mas não sei se recentemente já conseguiram detectar algo.Detectaram foi um "ruido" constante que dizem ser da propria geometria fundamental do espaço, a textura do proprio espaço, granulado ou contínuo, já não me recordo, tenho de rever. Quanto aos gravitões em si ainda devem ser mais dificeis.

Re: Descidas que se "sobe" e Subidas que se "desce" por gravidade 2 anos, 4 meses passados #13537

Essa superfície do Geóide nem sempre acompanha de igual modo a topografia, pois o geóide está influenciado pela quantidade de massa, o qual dependerá do volume e da densidade dos materiais. A topografia é uma questão de forma e volume.


Muito bem, não tinha pensado nisto e tens razão. Quando dizes quantidade de massa e para esclarecer basta pensar no conceito de densidade da matéria, que difere muito no nosso planeta (e é independente da forma) podendo criar as ditas anomalias graviticas independentemente do magnetismo. Para chegar a um extremo bastaria imaginar o nosso planeta como um elipsoide perfeito, metade rocha metade metal (o metal é bem mais denso que a rocha) e imaginar como assimetrico seria o geóide.

Todavia Braga é mesmo unicamente uma ilusão optica, pois moro aqui e digo que o fisico tem toda a razão pois também já fiz medições. Não existe magnetismo e estamos perante uma ilusão criada por dois declives descendentes que se cruzam, um mais inclinado que o outro. Portanto o dito fisico tambem tem razão.

Boa observação! Para mais que põe em cheque a "observação" cientifica pela vista ou audição, que são falíveis. A normal a uma superficie "tangente" a uma porção irregular da superficie raramente coincidirá com o sentido da força gravitica (ao centro do planeta), logo não se vê logo mas pode-se medir com um simples prumo.

O teorema de Bruns é mais uma tentativa de tornar a ciencia exacta e elegante, mas o planeta é geologicamente activo, logo as flutuações graviticas e magneticas são uma constante e não é possível mapear definitivamente o planeta.

Continuem assim!
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............................................................................Sagitta in caelum excussa in ferientem recidet
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Última Edição: 2 anos, 4 meses passados Por Thor.

Re: Descidas que se "sobe" e Subidas que se "desce" por gravidade 2 anos, 4 meses passados #13539

É importante ter atenção que gravidade e magnetismo são forças diferentes provocadas por situações diferentes.

A situação de Braga não é magnetismo certamente, mas se fizeste medições, quais foram e com que instrumentos?
Usaste um GNSS/GPS com RTK ou Pós-processamento para cálculo da altura relativa ao elipsóde? Ou apenas fio-de-prumo, nível ou água a escorrer?

Re: Descidas que se "sobe" e Subidas que se "desce" por gravidade 2 anos, 4 meses passados #13543

A situação de Braga não é magnetismo certamente, mas se fizeste medições, quais foram e com que instrumentos?
Usaste um GNSS/GPS com RTK ou Pós-processamento para cálculo da altura relativa ao elipsóde? Ou apenas fio-de-prumo, nível ou água a escorrer?


Apenas fio de prumo e nível (de bolha), portanto "somente" graviticas. Todavia também fiz umas observações visuais (rectilineas) de apropriados pontos de observação estratégicos que desfazem a dita ilusão visual, pois uma das descidas não é efectivamente uma descida ou declive rectilineo, mas sim uma suave curva parabólica.

Embora a tua observação não tenha perdido o significado nem relevância, e embora as minhas medições não sejam tão rigorosas como deveriam ser, precisamos mesmo de uma arma especial para matar uma formiga ou basta um pé em cima? Existem dados ou alguma evidência aqui em Braga para uma "anomalia" gravitica? Ou seja, para que o sentido da gravidade não esteja em concordância com a topografia? Foi feito algum estudo com instrumentos adequados cá em Portugal?

Resumindo, das observações que fiz e das medições (inadequadas?) que efectuei estou de acordo com as conclusões do físico.

É importante ter atenção que gravidade e magnetismo são forças diferentes provocadas por situações diferentes.


Quando te referes ao magnetismo deves estar a falar do magnetismo clássico, o magnetismo metálico, o elecromagnetismo. No sentido de existência de rochas magnetizadas. Mas também existe o magnetismo terrestre e as suas flutuações locais, em particular porque o fenómeno é exercido sobre "o carro" que é um grande corpo metálico. Portanto existem mais variáveis em causa do que as previstas no teu raciocínio, mas podemos considerar essas forças demasiado fracas para serem representativas. Não observei distúrbios na bússola magnética que indicassem semelhantes suspeitas.

Todavia... como mais tarde irás aprender existe uma unidade/relação forte entre o magnetismo e a gravidade, forças consideradas hoje independentes e autónomas não o serão no futuro e então muitas confusões irão ser desfeitas. A ciencia irá progredir. Tenham paciência por agora. Para o caso mencionado esta observação é irrelevante. É relevante somente para o comentário do Rogério, para uma visão clássica da fisica que separa em forças fracas e fortes, electromagnetismo e gravidade - semelhante a dizer que o planeta Terra é plano e sempre será...

Lamento, mas do meu ponto de vista existe ainda muito a explicar sobre essas forças mensuráveis e o seu grau de autonomia, senão seja verdade existir unicamente uma força com diferentes expressões consoante a densidade material, a densidade do vacuo e a densidade da radiação locais. Pensem nisso. Prestem atenção à supergravidade e ao tempo...
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Última Edição: 2 anos, 4 meses passados Por Thor.

Re: Descidas que se "sobe" e Subidas que se "desce" por gravidade 2 anos, 4 meses passados #13557

Thor Escreveu:
Todavia... como mais tarde irás aprender existe uma unidade/relação forte entre o magnetismo e a gravidade, forças consideradas hoje independentes e autónomas não o serão no futuro e então muitas confusões irão ser desfeitas. A ciencia irá progredir. Tenham paciência por agora. Para o caso mencionado esta observação é irrelevante. É relevante somente para o comentário do Rogério, para uma visão clássica da fisica que separa em forças fracas e fortes, electromagnetismo e gravidade - semelhante a dizer que o planeta Terra é plano e sempre será...

Lamento, mas do meu ponto de vista existe ainda muito a explicar sobre essas forças mensuráveis e o seu grau de autonomia, senão seja verdade existir unicamente uma força com diferentes expressões consoante a densidade material, a densidade do vacuo e a densidade da radiação locais. Pensem nisso. Prestem atenção à supergravidade e ao tempo...


Sugiro que aprofundes mais a física moderna em relação a estes assuntos, que as tuas dúvidas serão esclarecidas. São duas formas distintas, diferentes, e testadas até á exaustão e precisão máxima possível tecnológicamente. Esssas duas forças só te tornam indistintas, unificadas em grandes energias sendo que todas as forças se unem, mas a última a juntar-se é a gravidade, mas isso na matemática e teoria. Não sei até que ponto já uniram as forças em certos níveis enegéticos em laboratório. Forças fracas e fortes são as nucleares, força nuclear forte (dentro dos protões e neutrões, entre os quarks, que se chamam de gluões e são 8) e a força nuclear fraca que confina os protões e neutrões dentro do núcleo, bosões W e Z. O electromagnetismo é fora do núcleo que conecta os electrões ao núcleo através de fotões, mas talvez o que queiras dizer é que a força da gravidade comparada com a força electromagnética (a 3ª mais forte) é ridiculamente e absurdamente mais fraca, já não me recordo quantas ordens de magnitude, mas é mesmo uma diferença extremamente brutal. Por isso a realidade de um buraco negro em que a gravidade é suprema e vence a todas as forças e chamadas pressões degenerativas dos electrões e neutrões, é algo além do brutal.
A densidade do vácuo já foi medida, tal como a sua energia, os efeitos, etc etc. A supergravidade é teórica, e a existir é noutras dimensões.

Também existe electromagnetismo fora dos átomos, como nos fotões livres como a luz. Não existe magnetismo sem electricidade nem electricidade sem magnetismo, mas sim electromagnetismo, a oscilação entre as duas ondas perpendiculares á velocidade da luz. Magnetismo gera electricidade, e electricidade gera magnetismo. Tanto o electromágnetismo e gravidade atraem, mas atraem de formas diferentes e materiais diferentes, A gravidade afecta tudo, atrai tudo, o electromagnetismo já não é assim. È preciso é ter atenção é quando as duas forças exercem efeito simultaneamente, e qual a mais significativa.

Lê este post meu:
Teoria das supercordas, teoria de tudo

www.zeitgeistportugal.org/capitulo/index...d=2888&Itemid=56

Nada de relevante para o tópico, mas uns pequenos "ajustes" esclaredores.

Continuem as experiências no local e em laboratório, só faz é bem.
Última Edição: 2 anos, 4 meses passados Por ThoughtPolice.

Re: Descidas que se "sobe" e Subidas que se "desce" por gravidade 2 anos, 4 meses passados #13590

Eu estou consciente das minhas limitações no universo cientifico, bem como penso que ultimamente as "novas" teorias são aquelas que de algum modo suportam as antigas teorias, pois todo este orgulho daquilo que pensamos saber sobre a gravidade, o tempo, o magnetismo e as subparticulas são uma mera ilusão. Se existirem! Infelizmente existem inumeras respostas que não serão dadas em nenhum acelerador de particulas, mas de acordo quanto ao facto de continuarmos à procura. O que dizes que é uma mera abstracção cientifica faz-me encolher os ombros, afinal o que é real? Tudo centra-se no que entendes por "observação", mais propriamente "observação válida". No universo a supergravidade é real, como os objectos que em vez de "buracos" são é supermassivos, onde o tempo não passa da mesma maneira que aqui na superficie da Terra, e isto também é real. Real significa que são eventos que acontecem mesmo, embora sejam estranhos para o nosso entendimento. E tudo aquilo que escapa ao nosso entendimento é mais real e verdadeiro do que tudo aquilo que pensamos saber. À ciencia humana actual resta-lhe a presunção do conhecimento.

Voltando ao tópico, nada me impede de arranjar um disruptor gravitico que localmente mude o sentido do dito puxo gravítico, de tal maneira que em vez de eu ser puxado para o centro do planeta acabo por cair para o céu, mas qual seria o espanto? Como bem dizes as forças têm amplitudes diferentes, e a maior força vençe as restantes. Todavia isto nada diz sobre a sua natureza, ou seja, o que realmente são essas forças, se são fenómenos distintos ou somente faces diferentes do mesmo fenómeno.
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Re: Descidas que se "sobe" e Subidas que se "desce" por gravidade 2 anos, 4 meses passados #13592

Thor Escreveu:
No universo a supergravidade é real, como os objectos que em vez de "buracos" são é supermassivos, onde o tempo não passa da mesma maneira que aqui na superficie da Terra, e isto também é real. Real significa que são eventos que acontecem mesmo, embora sejam estranhos para o nosso entendimento.


Isso não tem nada a ver com supergravidade. Supergravidade não é apenas uma gravidade muito forte, no sentido literal da palavra, mas sim outro termo e outra gravidade diferente da gravidade normal que conhecemos na nossa dimensão 4D. E é Teoria apenas, ainda na matemática.
Quanto ao resto não comento para não alimentar offtopic, fica só esta pequena observação.
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