Bem-vindo, Visitante
Username Password: Lembrar-me

Análise técnica da futura comunidade ZG/VP
(1 a ver) (1) Visitante

TOPIC: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 1 ano passados #14462

Caríssimos,

Mais um episódio desta "novela". Depois da madeira, da argila, da pedra e dos metais ferrosos, temos agora a terra. Na gíria da construção, do adobe. Para quem conhece um pouco de construção, nomeadamente a corrente e atual, poderá pensar que a construção em adobe não tem hipótese, nem agora nem no futuro.

Independentemente dessas considerações, segundo as minhas contas até ao momento, o adobe poderá chegar a colmatar cerca de 24% de todas as necessidades em termos de materiais de construção, numa ótica de autossuficiência para a região de Évora. Valor este só ultrapassado pelo dos materiais cerâmicos (cuja única diferença fundamental para o adobe é a temperatura de cozedura, sendo a origem da matéria prima basicamente a mesma: o solo)

Bom, vamos aos números.

NECESSIDADES
- Tempo de vida útil médio de paredes em adobe - 60 anos (aplicando técnicas tradicionais melhoradas pelos conhecimentos atuais);

- Massa colocada de adobe, anualmente, em substituição de produtos cerâmicos, 1ºs 60 anos, ton/ano - 3092;

- Massa colocada de adobe, anualmente, em substituição de produtos cerâmicos, após 60 anos, ton/ano - 3143;

- Nº de anos até substituir toda a parcela de materiais cerâmicos (substituível) por adobe - 271;

- Massa de adobe retirada de depósitos, até 60 anos, ton - 185 500;

- Massa de adobe reciclado, após 60 anos, ton/ano - 2986;

- Massa de adobe retirada de depósitos, após 60 anos, ton/ano - 157

GERAÇÃO / RECURSOS

- Constituição básica do adobe - 60% areia, 40% argila;

- Área disponível para exploração dos solos para produção de adobe, ha - 102 000
(total da área do município, à qual se desconta toda a área necessária para: agricultura/pecuária, produção de energia, urbanização, aproveitamento de recursos hídricos, madeira para a construção);

- Espessura média dos solos aproveitáveis para produção de adobe, cm - 40;

- % de utilização da área disponível para exploração dos solos para produção de adobe (arbitrado) - 5;

- Volume extraível de solos (para a parte dos solos aproveitáveis definida), m3 - 20 156 000;

- Peso extraível de solos (para a parte dos solos aproveitáveis definida), m3 - 20 156 000;

- Nº de anos até esgotar reservas de solo, na % definida da área disponível (5%) - 230 000.


Bom, mesmo que algum erro grosseiro se esteja a cometer algures e o nº de anos até esgotar reservas possa baixar, digamos, para 100 000 anos, eu diria que a espécie humana extingue-se entretanto, por "causas naturais"... Em todo o caso, admitiu-se no cálculo uma eficiência de reciclagem de elementos em adobe de 95%, mas no fundo nada impede que seja de 100%, pois o que não é aproveitado imediatamente para produção de mais adobe fica no solo, para eventualmente poder ser aproveitado.

Fica, para já, encerrado o subcapítulo do adobe. Passo para as areias.

Abraço a todos,

André

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 1 ano passados #14466

Caros,

Vou ser rápido.

Sobre os recursos de areia na região de Évora.

Nº anos sem recurso a depósitos (ou importação de outra região) - 50;

Nº anos até quantidade total de areia atualmente embebida na construção ser 100% substituída - 660;

% de recurso a depósitos de areia - 5 (está diretamente relacionado com o fator de eficiência na reciclagem de produtos de betão/argamassas, que numa asseção otimista considero 95%);

Nº de anos equivalentes, ao ritmo de consumo determinado (441 ton/ano), para consumir 1 ano actual de extração, na região de Évora - 99

Se arbitrarmos uma duração de 100 anos para os depósitos de areia presentes na região de Évora, à taxa de exploração atual (estimativa grosseira de 44000 ton/ano - não encontrei dados concretos nas estatísticas):

Duração dos depósitos existentes, à taxa de consumo média calculada, anos - 9940


Se esta asseção estiver minimamente realista, eu diria que num período de 1000 anos será em princípio suficiente para, das duas uma: reciclar com eficiência de 100% ou então pura e simplesmente deixar de usar areia na construção.

Abraços
Os seguintes utilizadores Agradeceram: WurmD

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 12 meses passados #14480

Já agora

Grande André em 3,5 minutos,
Revisores de Português, PRECISAM-SE!!

Se encomendasses uma T-Shirt escolhias que tamanho? Escolhias que cor? docs.google.com/spreadsheet/viewform?for...MElmREdHaWc6MQ#gid=0
Os seguintes utilizadores Agradeceram: ascmenow

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 12 meses passados #14490

Caros zeiters,

Gesso.

Estimo que cerca de 4% das necessidades de materiais de construção numa potencial comunidade auto-suficiente em Évora sejam de gesso (gesso para paredes, tetos, placas de gesso cartonado, etc.). À partida não há nenhum substituto à altura das propriedades do gesso de construção, a não ser...mais gesso.

Esse gesso poderá ser natural (depósitos), proveniente de reciclagem ou sintetizado.

Numa pesquisa preliminar, não há depósitos de gesso no município de Évora. Além disso, recorrer a depósitos é uma opção em princípio insustentável. Assim, ficamos com a reciclagem e a síntese. A bibliografia é escassa na reciclagem, não tendo eu encontrado um dado concreto que atribua uma ordem de grandeza para a % de gesso passível de ser reciclado, a partir daquele que já está aplicado em construções. Arbitrando um valor de 50% (que possivelmente será conservativo, se muito cuidado for colocado na desconstrução de edifícios), conseguem-se cerca de 271 ton/ano de gesso, reciclando aquele extraído dos edifícios.

A reciclagem de gesso envolve, de forma muito sucinta:
- desconstrução seletiva do gesso;
- separação de contaminantes;
- moagem;
- calcinação a baixa temperatura (à volta de 160ºC).

Esta atividade está perfeitamente ao alcanço dos recursos tecnológicos da região.

Já a síntese de gesso pode ser ligeiramente mais complexa. No entanto, se estiverem presentes os seguintes ingredientes:

- Enxofre (ex: a partir do ácido sulfúrico (ex: tratamento de gases de exaustão - do inglês "Flue Gas Desulfurization" (FGD), ou de outros resíduos, gasosos, líquidos ou sólidos, ricos em enxofre);
- Calcário (ex: pedra calcária, abundante na região)
- Água (fornece o oxigénio livre e combinado com hidrogénio)

é relativamente fácil "recriar" o gesso, mantendo assim a satisfação permanente das necessidades de gesso.

Nos EUA já se usa gesso sintético em produtos de construção de gesso numa proporção de cerca de 50%. Eu diria vir a ser possível manter as parcas necessidades em gesso na região de Évora por muitos anos (numa ótica de auto-suficiência), tirando o máximo partido do gesso retirado das construções (reciclagem) e sintetizando o resto. O único "senão" é arranjar uma "fonte" de enxofre, muito embora seja um elemento minoritário (mas preponderante para as propriedades do gesso tal como o conhecemos) na composição química do material. Garantido o enxofre (o estudo de outros resíduos poderá trazer boas surpresas), o processo tecnológico é simples e está ao alcance dos recursos tecnológicos da região.

Com o gesso, e tendo em conta os materiais já revistos atrás, já seria possível uma auto-suficiência de 95% em termos de materiais de construção.

Abraços (sigo para os materiais betuminosos),

André
Os seguintes utilizadores Agradeceram: WurmD, Vanethor

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 12 meses passados #14495

Boa noite a toda a gente e desde já, um grande obrigado e muitas felicitações pelo enorme esforço e estudo que tens desenvolvido ascmenow.! ; )

Quem me dera poder ajudar-te nessa grande aventura. Mas como sou mais do lado da biologia, é mais complicado conseguir ajudar. : b

Gostaria apenas de expor um promenor, que do ponto de vista cientifico despertou a minha atenção.

Consegues disponibilizar a informação/dados, nos quais te baseaste para expor os dados que tens mostrado?. Para que a informação possa ser vista e comprovada.. Scientific-mode style. : b

Porque se não, não passam de meras e grandes e respeitadas, palavras. ^^

Não digo de tudo o que escreveste neste ultimo ano.. (seria excelente, mas, compreendo a grande tarefa que isso seria.) mas ,pelo menos, de agora em diante. ^^

Quero de novo, dar-te os parabéns e agradecer pelo enorme empenho, e mais que isso, dizer-te, que se precisares de algum tipo de ajuda, expõe aqui no forum ou por outro meio, aqui com o movimento, ou comigo pessoalmente, que , quanto mais promenorizado fores melhor, e dentro do possivel, tentar-se-á sempre alocar os recursos disponiveis, dentro da disponibilidade e de quem se mostrar apto e voluntário. : ]

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 12 meses passados #14496

É que, por vezes é bom e necessário resumir e apresentar apenas a conclusão do estudo.

Mas do ponto de vista técnico e cientifico, é essencial também apresentar as etapas, que nos levaram a tais conclusões.

Apresentar o train of thought, e os dados em que te baseaste. Para que possa ser verificado, confirmado, ou mesmo melhorado, confrontando os dados com novos dados que vão aparecendo. ; )

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 11 meses, 4 semanas passados #14500

Na boa Vane, o André tem compilado todos os dados que tem utilizado

André, tens deixado isso só no teu PC? Se calhar já podes ir depositando tudo no mediafire?

Abração!
Revisores de Português, PRECISAM-SE!!

Se encomendasses uma T-Shirt escolhias que tamanho? Escolhias que cor? docs.google.com/spreadsheet/viewform?for...MElmREdHaWc6MQ#gid=0

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 11 meses, 4 semanas passados #14501

Olá "Vanethor" (nome verdadeiro?)

Dá-me um email que adiciono-te à minha dropbox. Tenho lá tudo.

Abraço!

André

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 11 meses, 4 semanas passados #14502

Gostei do bom uso do diminutivo da minha alcunha WurmD. : b acertaste em cheio. "Vane." : b eheh

Ah bom, óptimo então! : ]

Nome verdadeiro: Pedro , mas tanto faz, chamares-me Vane(Vanethor) ou pelo nome verdadeiro. A pessoa por detrás é que interessa. : b

Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar . Obrigado. ; )

Abraço. : ]

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 11 meses, 3 semanas passados #14534

Caríssimos,

Capítulo de materiais de construção: misturas betuminosas.

De uma fonte bibliográfica fidedigna, a reciclagem móvel a quente é uma forma eficaz de recuperar pavimentos de estradas, com uma taxa atingível de recuperação de 90%, pelo que dos 477 ton/ano das necessidades identificadas, 429 ton/ano poderão - exista a tecnologia no terreno - ser obtidos dos próprios pavimentos (degradados) existentes. A massa restante, cerca de 48 ton/ano, será essencialmente constituída por pedra calcária. Essa massa, adicionada à anteriormente identificada necessidade de extração de depósitos da região (633 ton/ano), praticamente não altera a potencial duração dos depósitos existentes, se forem explorados à taxa calculada no presente estudo. Esta duração foi estimada na ordem dos 100000 anos.

Pontos considerados críticos: produção de betume (derivado do petróleo, atualmente), automatização e controlo da central e eventual produção própria dos equipamentos neste processo de reciclagem.

Vou ainda pesquisar um pouco sobre possíveis alternativas ao betume de base petrolífera, que possa ser adicionado a misturas existentes.

Aparte desse "detalhe", e admitindo que a tecnologia necessária a todos os processos inerentes à produção dos materiais de construção até agora descritos podem ser colocados na região (aqueles que ainda não existem), ficam garantidos 98% dos materiais (em massa).

Considero que esta Ground 0 do estudo pode ficar por aqui, pelo que de seguida vou começar a compor um relatório, para organizar e sintetizar toda a informação até agora trabalhada, nos 4 capítulos cobertos até ao momento: alimentação, energia, água e materiais de construção. A ideia, depois desse relatório estar terminado, é mostrá-lo a um ou dois investigadores (em quem confio e poderão apoiar a divulgação do estudo), que por sua vez poderão fornecer contactos na universidade de Évora, onde tentarei arranjar apoios para dar continuidade ao estudo, dessa feita mais em profundidade e detalhe.

Obviamente, e isso quase nem vale a pena referir, que apelo a todos vocês, se quiserem contribuir, para me enviarem os vossos emails para vos adicionar à dropbox, onde está guardada toda a informação do estudo até ao momento. Todo e qualquer esforço de revisão/crítica/correção/melhoria será bem-vindo.

Abraços,

Abdré

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 11 meses, 3 semanas passados #14535

"Vou ainda pesquisar um pouco sobre possíveis alternativas ao betume de base petrolífera, que possa ser adicionado a misturas existentes."

Numa pesquisa rápida na Net, descobri que já são fabricados betumes com base em óleos vegetais e resíduos orgânicos num largo espetro. Duas fontes: Ecopave - Asphalt Bitumen from Renewable Resources (www.ecopave.com.au/index.htm.); Vegecol - Empresa Colas (www.colas.com/en/press--media-library/me...vegecol-1100286.html).

Basicamente, e resumindo, trata-se de sintetizar o composto carbónico (hidrocarbonetos) derivado do petróleo, a partir de outra fonte de hidrocarbonetos, que pode vir de qualquer resíduo ou planta que contenha alguma forma oleosa. Depois é acertar a composição do hidrocarboneto - proveniente de plantas, óleos usados ou outros resíduos - para as propriedades desejadas do betume. As cadeias de hidrocarbonetos são das mais flexíveis em toda a química conhecida, pelo não me parece representar problema de maior. Conhecimentos de química, um laboratório e algum equipamento de campo (utilizado em estradas) é tudo quanto é preciso.

Sigo para o relatório.

Abraços,

André

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 8 meses, 4 semanas passados #15000

Olá a todos,

Só para dizer que terminei o relatório do estudo prévio de autossuficiência* para Évora, que está neste momento em fase de revisão. A versão atual está na minha dropbox. Quem quiser dar uma olhada ou fazer uma revisão, envie-me um email para Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .

Abraços,

André


* - interessante a desconstrução da palavra: "auto", "sufi" e "ciência"...

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 8 meses, 1 semana passados #15157

Enquanto o relatório do estudo "Évora" está em revisão, deixo-vos aqui este pequeno texto que escrevi:

About technological unemployment

I sometimes call this - technological unemployment - the big elephant in the room no one wants to see nor even suggest the recognition of its presence. In the early days of car production, what is today done with robots and automated control - and a few specialized personnel - was then done by hundreds of workers, laboring in inhuman conditions. Surely that working conditions have, on average - and in "developed" countries - improved substantially, but an obvious fact is that much, much more is done now, with less, much less human workers. Many complain about unemployment, that unemployment is the single most largest peril within today's modern society...but what exactly was the idea about automation and having machines doing tasks that up to that moment were performed by humans (many times with great toil)? To generate unemployment? To promote poverty, hunger and social unrest? Such a purpose would not even occur to the most delusional mass murderer authoritarian leader. The idea, and many expressed it in the early days of contemporary technological deployment, was to eventually eradicate mindlessly, boring tasks, unfit to humans, who should be free to explore the far depths of their intelligences and creativity. Free holidays for everybody, forever. Of course, and everybody can see, that did not come to pass. Why not? Because machines failed to replace human labor in many aspects of the work deemed necessary? Because humans found that, after all, they really wanted to work hard all their lives, many times spent and finished in misery? Because permanent holidays for people was a distorted concept, communist-like in nature, pretending to copy the rich life-style onto to middle-class and the poor? No, No, No. Of course not. It just did not happen because, for the time being, humans and their societies have a problem with sharing. One shares with his/her child, one shares with family and some friends...but with next door neighbor? With the whole neighborhood? With the whole town? The whole country? The whole world? If a machine replaces the labor of a hundred people - putting up with all the time, the energy, the repetition and without complaining, without taking holidays or demanding more pay (or demanding any pay, for that matter) - what exactly is preventing those "displaced" (called unemployed) people from collecting the fruits from the work a machine is performing? The inability of other people (an (wrong) approach on guilt would point out "managers", "bosses" or "owners" as culprits, but the problem is much wider than that) to share those resources, maybe in fear of losing what they might be giving or in being dispossessed, which boils down to the same thing: the sense of property. Studies have shown that there are more collective advantages from sharing than from hoarding (the famous Prisoner Dilemma), but that does not stop people from feeling scared, and fear is one of the most - along with love - irrational facets of the human complex. A quick rational approach would state: if I have more to gain from sharing with others than by fighting for things for my own, then I choose sharing, and later on let's see what happens. But fear nullifies any attempt to be rational. Note that I'm not talking about selfless humanitarian thinking - which is beautiful and far more constructive than any other human behavior I ever found - but strictly self-centered logic. Fighting unemployment? Having the economy grow (up to infinity, forever)? Unfortunately that will only exacerbate the problem. Unemployment cannot be "fought" (as if you were fighting an "enemy"), and the economy cannot "grow" forever, as there are physical and human limits in our finite planet. Acceptance. Giving. Sharing. These may seem to many as some pretty ideas, fit for fairy tales or poems, not human reality. But the reality shows that, even at the highest spheres of governance, some of these principles are still uphold, as in Scandinavian countries and in various degrees of intensity in other countries/regions of the world. People know its power, people sense it as a solution. But are afraid to push sharing up to unvisited fields, as large corporations and economy and financial entities, which are very much entrenched in the fear/competition paradigm. Technology has not developed to harm humans, nor to show our lesser, limited nature, but to relieve us from hardship, while fulfilling our needs. Being technologically unemployed should be an honor, an achievement, a relief, not a desperation. It is our fears we must confront, and open our hearts to giving, because ultimately that's what gives meaning to our lives, on their multiple levels.

Thank you for reading.

André

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 6 meses passados #15494

Não sei se ajuda,ou se já conhece o site (confesso que não li todas as respostas a este projecto), mas tendo em conta de que seria preciso maquinaria para edificar uma possível vila sustentável, está aqui uma hipótese a nível de maquinaria.

opensourceecology.org/
Última Edição: 6 meses passados Por martinho.

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 6 meses passados #15496

Caro Martinho,

Sim, já conhecia. A Open Sorce Ecology é uma iniciativa valiosa e em grande medida revolucionária. No entanto, tem um problema, que identifico desde já: os equipamentos/máquinas são alimentados por motores a gasóleo. Pode parecer um detalhe, mas não é, uma vez que se pretende garantir autossuficiência (com combustíveis fósseis isso nunca seria possível) de uma forma sustentável (que novamente não é possível com combustíveis fósseis. Mas em todo definitivamente uma fonte de conhecimento e "saber-fazer" para futuras necessidades na construção de equipamentos/máquinas.

Entretanto tenho o relatório "Évora" (quase)concluído. Estou a tentar publicar partes do estudo em revistas, para passar o seu conteúdo por painéis de revisores independentes.

Abraço,

André

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 6 meses passados #15498

Sim já está a pensar mais a frente...Não sei até q ponto é que um motor eletrico poderá fazer funcionar maquinaria pesada, mas pelo menos no que toca a carros e tractores, etc... as baterias não permitirem grande autonomia deixa a tecnologia longe da eficiência de motores a diesel.

Eu pus um documentário sobre energia grátis na partilha de documentários, mas não sei o que pensar disso porque não é da minha área, mas se um dia deste o vir gostava que partilhasse a sua opinião sobre o assunto.

Obrigado

Martinho

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 6 meses passados #15501

Caro Martinho,

Há motores elétricos para todos os tipos e feitios - não necessariamente para transportes - e para um gama de potências para nós se calhar impensável. Aliás, e já que falas em eficiência, é de facto ao contrário do que dizes: são os motores elétricos os mais eficientes, na ordem de 3 vezes mais que os motores a diesel/gasolina. A demonstração pode ser encontrada em:

Kendall, G., 2008. Plugged in - the end of the oil age. WWF - World Wide Fund for Nature, WWF European Policy Office, Brussels.

Por outro lado, existem já fabricantes de veículos considerados pesados, 100% elétricos:

Smith Electrical Vehicles, 2011. Available on-line at: www.smithelectricvehicles.com/index.asp.htm
American Electric Vehicles (2012). Available on-line at: www.aevehicles.com/
Balqon Corporation (2012). Available on-line at: www.balqon.com/

Abraço,

André
Os seguintes utilizadores Agradeceram: WurmD

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 6 meses passados #15502

@ ascmenow.

Boa tarde, a ti e ao martinho.

Mas em relação ao que disseste (ascmenow)... deixa-me dizer, que... dá-me vontade de sorrir/de te dar um abraço/, dá-me felicidade que chegue para o dia inteiro... de ver:

Uma resposta bem fundamentada, cordial, precisa, informativa... e acima de tudo:

Argumentada, e fundamentada com dados.

Já eu, no meu próprio curso e nos meus circulos da biologia, são raras as vezes onde vejo esse tipo de comunicação ser feita...

E , eleva-me o espirito... de ver que existe quem consiga responder assim, quando se lhe é apresentada uma dúvida, visto que é a maneira mais racional e respeitosa que há... de responder. : p, com os dados que apontam para o conhecimento da realidade.

[EDIT]: Faz-me lembrar a maneira de falar do Carl Sagan, com humildade, racionalidade e profundidade. : p

Quem me dera que toda a gente respondesse assim, ou pelo menos fosse capaz disso. : p

Mas é uma evolução que felizmente, começa-se a ver... e isso é super positivo, a meu ver. ^^

....

Em relação ao relatório "Évora"... para já, como já te tinha dito,(penso eu), deixa-me felicitar-te pelo excelente trabalho que tens desenvolvido, parece excelente, pelo que vi até agora....

E quero também perguntar-te, se necessitas de alguma ajuda que alguém daqui possa-te fornecer?.. Já sabes, se precisares, expõe o teu pedido. Talvez aqui alguém possa ser capaz de fornecer essa ajuda que precises.

E já agora: "Entretanto tenho o relatório "Évora" (quase)concluído. Estou a tentar publicar partes do estudo em revistas, para passar o seu conteúdo por painéis de revisores independentes."

Revistas, "não cientificas", ou revistas "cientificas" através da publicação de artigos?.

(não é que eu seja muito a favor do método de "revistas que querem é dinheiro, estarem a interferir na maneira como a ciência é feita".. -> (dinheiro a correr pelas "veias" da partilha de dados na ciência)... é tipo um virus... arrepia-me um bocado a espinha.. xD)... mas tipo, pergunto, só por curiosidade, para um dia possa se calhar ver, esse relatório, "publicado". ^^


Abraço aos dois. Um resto de boa tarde. ; )
Última Edição: 6 meses passados Por Vanethor.

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 6 meses passados #15503

Pedro
o último pedido do André está ali em cima

Olá a todos,

Só para dizer que terminei o relatório do estudo prévio de autossuficiência* para Évora, que está neste momento em fase de revisão. A versão atual está na minha dropbox. Quem quiser dar uma olhada ou fazer uma revisão, envie-me um email para Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .

Abraços,
André

* - interessante a desconstrução da palavra: "auto", "sufi" e "ciência"...

Algo que talvez tenhas tempo e motivação para o fazer
Ler, revendo no mínimo o português

Grande abraço,
Revisores de Português, PRECISAM-SE!!

Se encomendasses uma T-Shirt escolhias que tamanho? Escolhias que cor? docs.google.com/spreadsheet/viewform?for...MElmREdHaWc6MQ#gid=0
Última Edição: 6 meses passados Por WurmD.

Re: Análise técnica da futura comunidade ZG/VP 6 meses passados #15504

ascmenow - Ok, obrigado pela resposta, não sabia que já havia alternativas a nível de pesados, é bom saber.

Agora é só esperar que o petróleo acabe...

abraço
Tempo para criar página: 4.28 segundos
Copyright © 2013 Movimento Zeitgeist Portugal. Licensa CC Non Comercial Share Alike
Joomla! é um Software Livre sob licença GNU/GPL.
Secured by Siteground Web Hosting