Conceito de Espiritualidade

De Z-Wiki


Ao que parece, a espiritualidade tem um significado diferente para cada um de nós. Uma definição aceite seria: "Um sentido de significado e propósito, um sentido de individualidade e de uma relação com 'aquilo que é maior do que eu'".

Actualmente, a religião e o misticismo parecem ter o monopólio da espiritualidade. A religião Teísta, refere-se, muitas vezes, a uma "relação com Deus" ou criador divino, como uma relação espiritual, enquanto os místicos, muitas vezes, encontram uma relação com uma força sobrenatural, ou poder. O fundo da questão é que, quase universalmente, a espiritualidade tem a ver com um "relacionamento" a um ou outro nível. Na maioria dos casos, está associada com o 'lugar' de uma pessoa ou "sentido" na vida ... seja o que quer que isso signifique.

Tão subjetivo quanto essas 'coisas' possam ser, começamos a reconhecer as mudanças nestes conceitos, pois o progresso social tende a esculpir um caminho para o "entendimento" que resiste e persiste ao tempo. Na idade moderna, temos a capacidade de olhar para o nosso passado e examinar o que os nossos antepassados costumavam considerar "real", e então comparar essas ideias com o conhecimento actual. Muitas "práticas espirituais" que existiram no passado, deixaram de existir devido a conhecimentos que surgiram em relação aos fenomenos naturais. Como exemplo, nas religiões primitivas era comum 'sacrificar' animais para determinados fins ... estas práticas, actualmente, raramente acontecem, pois a relevância de tal acto provou a sua inutilidade. Da mesma forma, as pessoas raramente efectuam "danças-da-chuva", com a finalidade de influenciar o tempo ... hoje, compreendemos como os padrões climáticos são criados, e sabemos que os rituais não têm efeitos comprovados.

Igualmente, a idéia de "rezar" a um deus para realizar um determinado pedido, está também estatisticamente provada ter pouco efeito sobre um resultado, já para não mencionar que de nehuma maneira cientifica a evidência para apoiar um criador personificado foi consegida... advém, muitas vezes, da especulação histórica e da antiga tradição literária.

A Religião, em muitos aspectos, parece estar enraizada na percepção mal-entendida sobre os processos da vida. Por exemplo, apresenta uma visão do mundo que muitas vezes coloca o ser humano num nível diferente dos demais elementos da natureza. Este "ego espiritual" tem criado conflitos dramáticos levados a cabo por inúmeras gerações, não apenas entre os seres humanos, mas, inadvertidamente, entre o homem e o próprio meio ambiente.

No entanto, como o tempo avançou, a Ciência tem mostrado como os seres humanos estão sujeitos às mesmas forças da natureza, como tudo o resto. Aprendemos que todos nós compartilhamos a mesma infra-estrutura atómica como as árvores, os pássaros e as outras formas de vida. Nós aprendemos que não podemos viver sem os elementos da natureza ... precisamos de ar puro para respirar, alimento para comer, energia do sol, etc... Quando entendemos esta relação simbiótica da vida, começamos a observar que no que respeita a "relacionamentos", a nossa relação com o planeta é bastante mais profunda e importante. O meio pelo qual esta premissa se expressa, é a ciência, visto que o método científico tem permitido a introspecção nestes processos naturais, para que possamos entender melhor, como podemos "encaixar" este sistema de vida como um todo.

Isto poderia designar-se de "despertar espiritual". Esta realização, que foi provada pela ciência, é de que os humanos não são diferentes de qualquer outra forma da natureza, enquanto a nossa integridade é apenas tão boa quanto a integridade do nosso meio ambiente, ao qual fazemos parte. Esta compreensão apresenta uma visão "espiritual" do mundo completamente diferente, pois força, no seu núcleo, a idéia de interdependência e ligação.

No sentido mais básico, a interligação de toda a vida é inegável, e é esse "relacionamento" perpétuo de interconectividade total que não é plenamente realizado pela sociedade em geral. Assim, os nossos modos de conduta e percepção estão extremamente fora de sintonia com a própria natureza ... e, portanto, destrutivos.

A própria natureza é o nosso mestre, e as nossas instituições sociais e filosofias devem ser derivadas destas premissas e, invariavelmente, da compreensão "espiritual".

Quanto mais rápido se alastrar este despertar espiritual, mais sã, pacífica e produtiva se tornará a sociedade.

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